| Um
grupo de pesquisadores mexicanos tem dado mais um passo na
velha aspiração dos alquimistas de transformar
chumbo em ouro.
Nesta ocasião, os cientistas empregaram um popular
produto da sua terra, o tequila, para cubrir superfícies
com uma lâmina de carbono cristalizado em estrutura
de diamante.
Muito além da aparência frívola do assunto,
a descoberta contribui com uma melhora técnica para
um processo de interesse na electônica. Os cientistas
sabem de faz muito tempo que o diamante em estado puro é
material isolante, mas se transforma em um perfeito semi-condutor
se conta com as impurezas adequadas. Ao evaporar uma mistura
de carbono, oxigênio e hidrogênio sobre uma superfície,
consegue-se cristalizar uma lâmina semi-condutora que
oferece propriedades vantajosas respeito ao clássico
silício para condições extremas de funcionamento.
Outros pesquisadores já tinham trabalhado neste processo
empregando misturas de etanol, o álcool presente nas
bebidas de consumo. A equipe da Universidade de Nuevo León,
dirigido por Víctor Castaño, descubriu que o
tequila branco “apresenta naturalmente a composição
atômica adequada para obter uma nucleação
apropriada do diamante”, segundo reflete seu estudo,
publicado na web arxiv.org.
Conforme publica Science, este não é o experimento
mais esquisito que se tenha feito com o mesmo fim. Tentativas
prévias de equipes norte-americanas, russas e japonesas
já usaram whisky, vodka ou sake, respectivamente. O
químico da Universidade de Bristol, Inglaterra, Paul
May, ganha o prêmio ao mais original: "Houve
uma vez que produzimos diamante usando como fonte de carbono
a gordura dos restos de um kebab de cordeiro", contou.
Todos juram que trabalharam sóbrios!
8 de julho de 2008
Junio
20 de 2008
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