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Este
trabalho, continuação do outro publicado em
Nature, en 2006, foi realizado entre as equipes de Rafael
de Cabo, do Laboratório de Gerontologia
Experimental do Instituto Nacional do Envelhecimento (NIA,
pela sua sigla em inglês), de David Sinclair,
do Laboratório Glenn para a Biologia Molecular
do Envelhecimento, da Harvard Medical School, e um
grupo internacional de pesquisadores de outros 14 centros,
entre os que se encontra Plácido Navas,
doutor em biologia do Centro Andaluz de Biologia do
Desenvolvimento, de Sevilha.
Os resultados foram publicados em 3 de julho na edição
digital da revista Cell Metabolism. Na pesquisa
foram comparados distintos grupos de ratos alimentados com
uma dieta estándar (grupo controle), uma dieta alta
em calorias e um regime de restrição calórica,
com ou sem resveratrol, em dóses baixas e altas. Começou
quando os animais tinham 12 meses de idade -o que corresponderia
no homem a uns 30 anos- e finalizou ao eles morrerem, quando
tinham 36 meses.
Segundo os pesquisadores, o descobrimento mais importante
desta pesquisa é a confirmação de que
esta substância prevém o deterioro funcional
cardiovascular associado à obesidade e à idade.
Assim, reduziu o colesterol nos ratos não obesos, e
tanto estes quanto os obesos tratados con resveratrol mostraram
uma melhor função aórtica que os não
tratados.
O estudo mostrou outros efeitos positivos: os animais tratados
tiveram uma melhor saúde óssea, melhoraram o
equilíbrio e as funções motoras e reduziram
o aparecimento de cataratas.
"Não sabemos ao certo por quê esta substância
reduz o colesterol nos ratos magros e não nos obesos,
mas cada vez há mais evidências de que o resveratrol
está involucrado no controle metabólico e, particularmente,
no metabolismo das gorduras", sublinha Rafael
de Cabo.
No que diz respeito aos efeitos miméticos associados
à idade, na dieta de baixas calorias, os investigadores
analisaram a ação do resveratrol em quatro tecidos:
hepático, muscular, adiposo e cardíaco. "O
resveratrol melhora a saúde nos tecidos e em cada um
dos órgãos por separado. Concretamente, no caso
da artéria aorta um vaso sanguíneo que perde
elasticidade por causa da gordura e da passagem do tempo,
graças ao resveratrol mantém durante mais tempo
sua flexibilidade", explica Navas.
Outros recentes estudos, um que se publica no mesmo número
de Cell Metabolism, um outro em Proceedings
of the National Academy of Sciences e mais
um em PLoS One, confirmam parte dos resultados
deste trabalho.
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