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Espanha-França
Orgulho francês ameaçado
pela Espanha
A
eterna disputa internacional pelo selo de qualidade dos vinhos
ganhou hoje um novo componente: a ameaça iminente de
que a Espanha possa derrotar, no que diz respeito a produção,
o orgulho francês.
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Voilá!,
diz un galo como advertindo que era previsível; e Olé!,
berra com alegria um franco-espanhol em Paris, que não
se cansa de repetir que os “Rioja” e os “Torres”
sempre demonstraram a qualidade dos vinhos ibéricos.
A advertência virou ameaça e ficou no ambiente.
Mais parece um sermão antecipado para os franceses
que não souberam se reciclar face à concorrência
no mercado vinícola.
Segundo o Centro de Investigações para o Estudo
e a Observação das Condições de
Vida (CREDOC), da França, antes de 2015 a
Espanha vai encabeçar o ítem de maior produtor
mundial de vinho. Uma das razões desta situação
são as mudanças nos modos de consumo de vinho
dos franceses, face a uma considerável rudução
dos tintos; enquanto os espanhois mantêm um bom nível
de consumo deles, de acordo com o CREDOC.
Igualmente, a França diminuiria sua
produção de 52,8 milhões de hectólitros
no lapso 2000-2004 para 43,9 milhões em 2015, quando
espera-se que a Espanha possa atingir um nível próximo
dos 50 milhões de hectólitros.
Tudo parece indicar que também por um problema de altos
preços -dos franceses-, no mercado internacional vão
se abrindo passagem a bom ritmo os vinhos da Argentina,
do Chile e Estados Unidos, e da Australia e África
do Sul, além dos espanhois e italianos.
“Tem espaço para todos e ao menos a maioria
das nossas mais prestigiosas casas gozam de boa saúde”,
comentou Gérard Thourde, especialista
de uma das associações vinícolas galas,
ao mencionar os Bordeaux, Borgogna, C óte de
Rhone e Saint Emilion.
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