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Se
da minha juventude é hoje a festa,
A oferendarei da alvorada ao ocaso,
Apressando a prazer copo trás copo
O velho vinho que a sonhar apresta.
Se a achais na sua borra escondida,
Não maldizeis, amigos, sua amargura,
Porque foi sua gostosa levadura
Essência do meu sangue e da minha vida.
A borra do vinho – Omar Khayyam,
persa, século X
Uma
mistura derivada do vinho tinto evitaria uma série
de problemas de saúde relacionados com o envelhecimento,
ao beneficiar o coração e fortalecer os ossos,
além de prevenir as cataratas, segundo informaram pesquisadores
na quinta-feira.
O
estudo, para o qual usaram-se ratos aos que se submeteu a
uma dieta complementada com resveratrol quando tinham uma
idade equivalente à média dos seres humanos,
é o primeiro em gerar esperanças em que o composto
de fármacos baseado nele possa melhorar a saúde
das pessoas.
A
maioria dos roedores que tomaram resveratrol não viveu
mais do que outros, mas foi muito mais saudável em
aspectos importantes, segundo o artigo publicado na revista
Cell Metabolism.
“A
boa notícia é que podemos melhorar a saúde.
Acredito em que isto seja mais importante do que prolongar
a vida”, disse David Sinclair, da Escola
de Medicina de Harvard, quem dirigiu a pesquisa junto
com Rafael de Cabo, do Instituto
Nacional sobre Envelhecimento, do governo dos Estados Unidos.
“Os
ratos analisados que foram alimentados com uma dieta de muitas
calorias, complementada com resveratrol, sobreviveram àqueles
que consumiram a mesma dieta porém sem o composto”,
explicaram os autores.
“O
resveratrol acabou com o efeito negativo da gordura em altas
doses”, disse De Cabo em uma entrevista
telefônica.
Esta
substância, que acha-se abundantemente na uva e no vinho
tinto, está causando grande interesse entre os cientistas
e algumas empresas.
GlaxoSmithKline
pogou este ano 720 milhões de dólares pela Sirtris
Pharmaceuticals Inc., uma firma que desenvolve medicamentos
que imitam os efectos do resveratrol. Pesquisadores da Sirtris
participaram do estudo.
BENEFÍCIOS
CONCRETOS
Na
investigação, alguns ratos cumpriram uma dieta
estandar, outros uma com muitas calorias e o resto alimetaram-se
apenas dia por meio.
Depois,
os cientistas começaram a dar a alguns dos animais
doses altas de resveratrol e a outros, baixas, quando tinham
12 meses de idade, aproximadamente o mesmo que 35 anos das
pessoas. Os roedores que receberam resveratrol experimentaram
amplos benefícios na saúde, se comparados com
aqueles que não tomaram o composto ou tomaram doses
pequenas, segundo explicou a equipe de investigadores.
Os
ratos tratados com o composto soíram sofrer um menor
deterioro cardio-vascular relacionado com idade ou obesidade.
O colesterol total reduziu-se, suas aortas funcionaram melhor
e o resveratrol pereceu moderar a inflamação
cardíaca, segundo os autores.
Além
disto, estes roedores tiveram melhor saúde óssea
que aqueles que não tomaram o remédio, uma menor
incidência das cataratas e melhor equilíbrio
e coordenação motriz, acrescentaram.
Os
gens dos ratos que tomaram resveratrol estiveram ativos da
mesma forma que os dos roedores tratados com a dieta de baixas
calorias, e antes tinham demonstrado um esmorecimento no processo
de envelhecimento e de extenção do período
de vida de alguns animais.
Este
estudo foi a continuação de outro publicado
em 2006, que revelou que o resveratrol melhorava a saúde
e a longevidade dos ratos obesos.
De
Cabo disse que enquanto os novos resultados são promissores,
seria prematuro que as pessoas começaram a tomar suplementos
com resveratrol para melhorar sua saúde, já
que uma substância como esta pode interagir com outros
fármacos de maneira incerta (fonte: informação
de Reuters distribuída por Yahoo).
N.
da R. do Jornal do Vinho. Omar Khayyam,
poeta persa que viveu no século X, filósofo
e cientista, morreu aos 80 anos e grande parte da sua prolífica
atividade em todos os campos do saber foi temperada por seu
extra-ordinário apego ao vinho –que considerava
um elixir da vida e ao que dedicou inúmeros poemas-.
De maneira notável, com a inspiração
dos poetas e dos iluminados Omar Khayyam
antecipou-se em mil anos aos resultados de pesquisas de prestigiosas
universidades contemporâneas.
Mais
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7
de julho de 2008
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