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Especial
do nosso enviado a Vernona
(Italia), Roberto Martín
Actis, correpondente
do Jornal do Vinho na
Europa
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Há uma ótica
e um tratamento diferente ou atualizado da OIV para os vinhos
do Novo Mundo?
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Os tratamentos são os mesmos para todos os estados
membros. Se um país utlizar práticas enológicas
e comerciais adotadas pela OIV, não pode ser rejeitado
por um outro país membro, fato que garante um comércio
internacional seguro.
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Em qual etapa encontra-se a nova aceitação da
Argentina?
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A Argentina foi até agora um observador
que contribuiu de maneira excelente com a OIV.
O que falta para que possa ser um membro ativo é a
celebração de um tratado internacional, que
requer o acordo do Poder Legislativo e a aprovação
da Presidente. Depois disto, o tratado vai para a França
onde após um mês fica em vigor.
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Não era iminente o ingresso argentino neste congresso?
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Foi só questão de dias, mas temos regras a serem
respeitadas; não posso fazer uma exceção
com a Argentina. Não foi possível
anunciar hoje seu ingresso oficialmente. Tenho que reconhecer
o esforço do Instituto (Nacional) de Viti-vinicultura
argentino, que apressou o processo, pois sabemos que a estabilidade
política na Argentina tem sido um empecilho no avanço
do tratado que conduzirá logo logo ao seu país
a ser membro pleno. Em finais de outubro vamos fazer uma assembléia
extra-ordinária pela questão orçamentaria.
Tenho certeza de que a Argentina nessa época
já será membro pleno.
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Como o Senhor acha que pode influir a crise argentina no seu
novo status, já que em 2001 deixou de pagar as taxas
como país membro?
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Em primeiro lugar, permita-me esclarecer que não houve
cessação de pagamentos. A OIV
modificou-se e os países membros tiveram que reiniciar
o processo de admissão como tais. Nessa época
a Argentina atravessava uma grande crise,
que a levou a trocar seu status pelo do país observador.
O que me pareceu uma decisão adequada às circunstâncias,
já que um país deve comprometer-se com aquilo
que pode cumprir. E a Argentina tem pagado
pontualmente sua contribuição como observador.
Em segundo lugar, do ponto de vista do vinho –setor
que conheço muito bem- não enxergo crise nenhuma:
ao contrário, vejo um futuro excelente. Demos uma olhada
por exemplo no caso da Rússia: do
total de vinho que esse gigante importa do Novo Mundo,
85% é argentino. A Argentina será
protagonista do Cone Sul. No que
diz respeito à outra suposta crise, não posso
opinar porque é de difícil análise.
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Que é de se esperar da sua próxima administração,
após a reeleição de hoje?
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Vou aumentar os vínculos com os países da bacia
mediterrânea, membros e não-membros, para incentivar
sua participação, especialmente nos setores
de uvas de mesa e passas. Igualmente vou dar continuidade
ao compromisso ativo no desenvolvimento das relações
com os países da Ásia, no intuito
de obter a adesão da China bem como
da Índia e de outros países
da região. Da mesma maneira, vou trabalhar para formalizar
um relacionamento estruturado com a comissão da União
Européia e explorar novos contatos com o MERCOSUL.
Advertência:
Material exclusivo do Jornal do Vinho. Sua reproduçaõ
é permitida somente mediante a inserção
de um campo dirigido a nós e respeitando a assinatura
do autor.
23
de junho de 2008
Comentarios:
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Gostaria de parabenizar o autor da matéria pelo
excelente trabalho. Stefânia Palma Araujo
- Brasil. - 15 de julho de 2008
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