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David
Liberson, um rabino que mora em Barcelona,
trabalha para firmas certificadoras de produtos casher, fabricados
por aproximadamente quinhentas empresas espanholas –como
a vinícola Capçanes, a fábrica
de geléias Bebé da cidadecinha San Adrián,
de Navarra, ou a de gominolas Haribo de Cornellà
del Terri, em Girona (Catalunha).
Judeus
Liberson
encarrega-se de assistir à elaboração
do vinho nas vinícolas catalãs de Capçanes,
uma cidadezinha católica, apostólica e romana
de Tarragona, que produz e exporta o primeiro
vinho espanhol para judeus, Flor de Primavera,
desde 1995.
O
processo casher começa quando Liberson
descarrega a uva na vinícola. Os funcionários
desta não têm por quê ser judeus, mas a
partir da uva e até o engarrafamento, a equipe habitual
da firma não pode ter contato nenhum com o vinho.
Outras
regras deste vinho consistem em que as cepas devem ter mais
de quatro anos; não podem se utilizar fertilizantes
nem gelatinas; e pode ser engarrafado somente em garrafas
novas –além de que no sétimo ano, do Sabbath,
não pode haver safra de uva-. Além disto, um
por cento dos benefícios do casher deve ser destinado
à caridade.
É
assim como se elaboram mais ou menos 25.000 garrafas anuais
que são exportadas a mais de trinta países,
especialmente aos Estados Unidos e Israel.
“A cooperativa entrou em contato com a comunidade judia
de Barcelona numa feira gastronómica na França,
quando procurava uma vinícola na Espanha
que quisesse fabricar o casher; foi assim que fomos os primeiros”,
explica um portavoz da firma (El País).
Católicos
Os
católicos também têm suas especificidades.
Não dá no mesmo qualquer vinho para a missa.
Na Espanha são poucas as vinícolas
que elaboram a calda autorizada pela Igreja para celebrar
a eucaristia. As vinícolas La Baronía
del Tunis produzem cêm mil garrafas ao ano
do San Leandro, um vinho vistoriado pela arquidiocese, que
emite a certidão correspondente. Este vinho caracteriza-se
pela sua alta graduação alcoólica –15
graus- e pelo seu doce sabor. “O vinho de missa é
tradicionalmente forte porque, também por tradição,
os párocos chegavam à paróquia em jejum
e o vinho ajudava-os a entrar em calor”, explica Virginia
Giménez, chefa de exportações
da vinícola (El País).
Chile
No
Chile, a família Quiñones produz
o vinho de missa Mandinga
–esquisita dicotomia entre nome e destino do vinho-
nos pagos de Romeral, num sítio que foi dos padres
salecianos. Tem que ser dito que o Mandinga
é elaborado do melhor jeito artesanal e que só
a família participa. Igual acontece com as originais
etiquetas, impressas com um antigo sistema manual, com aparência
e textura vítrea. Carlos Quiñones
explica que fazem estes trabalhos para terceiros, assim como
a decoração –também manual- de
vasilhames de madeira. (Jornal do Vinho).
Polônia
A
SacroExpo, feira que é feita anualmente na Polônia,
constitui-se no evento mais importante destas características
na Europa. Do vinho para a comunhão
até batinas; de rosários até assentos
aquecidos, altares de mármore ou estátuas a
escala humana do finado papa polonês João Paulo
II, tudo ao que pode aspirar qualquer padre católico
apostólico romano acha-se na SacroExpo,
segundo um relatório de Univisión.
A
matéria salienta este depoimento: “Um doce
Dorato da Sicília. É muito bom para a missa.
Posso recomendá-lo”, diz o padre Maciej
Kubiak. E acrescenta: “De fato prefiro
um ‘Chateauneuf du Pape’, mas o reservo para o
jantar”, diz com jeito travesso. (Univisión).
1 de julho de 2008
Junio
20 de 2008
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